Legendários: revolução na TV. Será?

Marcos Mion

E o tão esperado novo programa de Marcos Mion estreou.

No Twitter e nos mais diversos meios de comunicação o ex-VJ (ex-BBB pra sempre ex-BBB, ex-VJ pra sempre ex-VJ, salvo raros casos) da Mtv anunciou toda a revolução que seu programa causaria, um grande show de entretenimento para toda a família brasileira, mas sempre com muito humor.

Mas com a estréia do programa, a pergunta que fica é: o Legendários conseguiu se tornar uma lenda ou apenas reunir um pouquinho de várias histórinhas que já estamos cansados de ler? Sabe, fico com a segunda opção.

O programa está longe de ser ruim, pelo contrário, é muito bom, mas a promessa de inovação ficou a desejar. Quem disse que pra ser bom precisa ser novo? Se fosse assim, minha mãe não amaria o Roberto Carlos…

O cenário me lembrou muito os que a Mtv apresenta uma vez ao ano em seu VMB. Os telões com imagens piscantes, na minha humilde opinião, ficaram um pouco incômodos para quem assiste, mas o importante mesmo é o conteúdo do programa.

O primeiro quadro, com João Gordo, foi uma soma de CQC com Hermes e Renato, tendo o assunto sério (sério, mas sem impacto) permeado por gracinhas que, pra quem acompanhava os atores na Mtv, soam meio sem graça. O que viria a seguir, então, foi um pouquinho mais decepcionante.

Que tal ao invés de apresentar inovações, criticar a concorrência? Pois é, aconteceu. Os já tradicionais programas humorísticos que utilizam gostosas, cobrem festas de celebridades e vivem à base de bordões (entenda-se, basicamente, por Pânico na Tv e Zorra Total) não escaparam, e sobrou até para os canais de venda. Super diferente, né?

Legendarios Depois veio a parte radical. Bom, Luciano Huck e Faustão já mostraram coisas parecidas, acredito que até com o mesmo Gui Pádua. Então, eis que surge uma das prometidas surpresas da noite: Jaque Khury.

Na coletiva de imprensa de lançamento do programa, Mion afirmou que a função da ex-BBB seria a de impressionar não só por ser gostosa, mas também por ser inteligente, tendo o poder de deixar seus entrevistados de boca aberta tanto por um motivo quanto pelo outro. Por enquanto, motivo 1 ganhando disparado, e vejam bem, não a chamei de burra, e sim afirmo que ainda não deu tempo dela mostrar o peso do motivo 2.

Já a matéria de Élcio Coronato foi o ponto alto do programa. Mostrando como o preconceito no Brasil é um problema cada vez mais jogado pra debaixo do tapete, Élcio e Marcelo Marrom jogaram da forma mais real possível na cara do telespectador como esse problema tem que ser cada vez mais mostrado e discutido.

Jaque Khury Ainda teve a tentativa de fazer com que o pessoal pare de chamar o Hermes & Renato de Hermes & Renato (acho que, no máximo, conseguirão que os chamemos de “aqueles que faziam o Hermes & Renato”), a parte ecológica com Felipe Solari, que ficou parecendo um interminável discurso de Miss, e ainda os quadros de Marcelo Marrom e Miá Mello.

Saldo final: o tão inovador conteúdo do programa é salvo totalmente pela edição e pelo talento de boa parte do elenco. É obvio que o programa é bom, é uma ótima opção de entretenimento para um sábado a noite, que a Record está oferecendo uma ótima estrutura para que o programa, mas a segurança infinita e a constante necessidade de afirmação do apresentador, que o tempo todo fala do projeto, do quão difícil foi idealizá-lo, que todos estão dando o sangue e blá blá blá Whiskas Sachet cansam um pouco, mas nada que não possa ser esquecido ou deixado de lado caso atinjam a expectativa que foi sendo construída desde meados do ano passado.

E pra você, o Legendários conseguiu superar a expectativas ou só mostrou um pouco mais do mesmo? Comentaê!

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Déf Lima  (673 Posts)

Avassalador, um cara interessante com um coração que cabe uma penteadeira. Que dó, que dó, sonha em ser Personalidade da Mídia e não vê a hora de Friday chegar.